"Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo
nas pedras do meu Pasto incendiado:
fustiguem-lhe seu Dorso alardeado,
com a Espora de ouro, até matá-lo.
Um dos meus filhos deve cavalgá-lo
numa Sela de couro esverdeado,
que arraste pelo Chão pedroso e pardo
chapas de Cobre, sinos e badalos.
Assim, com o Raio e o cobre percutido,
tropel de cascos, sangue do Castanho,
talvez se finja o som de Ouro fundido
que, em vão – Sangue insensato e vagabundo —
tentei forjar, no meu Cantar estranho,
à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo!
Ariano Suassuna"
24.7.14
18.7.14
João Ubaldo
"Em tese, somos capazes de nos apaixonar por tantas pessoas quantas sejamos capazes de lembrar, o limite é este, não um ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco, ou dezessete, todos esses números são arbitrários, tirânicos e opressores.
João Ubaldo Ribeiro - "A casa dos budas ditosos"
João Ubaldo Ribeiro - "A casa dos budas ditosos"
9.7.14
Quero
Quero esse teu cheiro mais intimo por perto
Quero tua presença na minha cama desarrumada
Quero tua língua percorrendo minha glande
Quero teus mamilos duros entre meus dentes
Quero beijar e morder a parte de dentro das tuas coxas
Quero me lambuzar com esses teus fluidos vaginais
Quero teu corpo tremendo de um desejo molhado
Quero que peça por favor para te penetrar
Quero sentir cada músculo da tua buceta
Quero teu gozo no meu pau duro e inchado de tanto te fuder
Vou te morder, te puxar, te beijar e me acabar em ti...
Quero tua presença na minha cama desarrumada
Quero tua língua percorrendo minha glande
Quero teus mamilos duros entre meus dentes
Quero beijar e morder a parte de dentro das tuas coxas
Quero me lambuzar com esses teus fluidos vaginais
Quero teu corpo tremendo de um desejo molhado
Quero que peça por favor para te penetrar
Quero sentir cada músculo da tua buceta
Quero teu gozo no meu pau duro e inchado de tanto te fuder
Vou te morder, te puxar, te beijar e me acabar em ti...
7.6.14
27.5.14
1.4.14
Sossegue Coração
"sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos a fora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa"
Paulo Leminski
18.3.14
Terça de Noite
bem que tu podia estar aqui
perdida em meus lençóis, a sorrir
nua e quente como a tarde de verão
suando rios de tesão
me comendo com teus grandes olhos marinhos
refletindo a lua na tua pele dourada
me mordendo o mamilo e dormindo,
me mordendo o mamilo e dormindo,
extasiada
14.3.14
13.3.14
12.3.14
quarta depois da terça
coração arrefecido
reescrevo o caminho
encontro do desencontro
arrastado pela saudade
quase me afogo na desilusão
e sou jogado á margem
11.3.14
7.3.14
SEM TÍTULO
"Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada."
Fernando Pessoa
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada."
Fernando Pessoa
18.2.14
Perdeu
Me perdeu na curva do coração
no deslize das paixões de verão
Na música do Caê...
"Qualquer Coisa. Doida. Dentro. Mexe."
travou no medo da entrega
panico do beijo doce
de morrer de amor
de cair de dor
te deixo o desamor de verão
o banho pelado no mar frio
a paixão desfocada do fim da tarde
meu suor, que é toda a minha verdade
no deslize das paixões de verão
Na música do Caê...
"Qualquer Coisa. Doida. Dentro. Mexe."
travou no medo da entrega
panico do beijo doce
de morrer de amor
de cair de dor
te deixo o desamor de verão
o banho pelado no mar frio
a paixão desfocada do fim da tarde
meu suor, que é toda a minha verdade
Sem Pressa
Ando sem pressa
na velocidade calma da suave brisa
se venta forte paro
não tenho pressa
faço da coincidência meu destino
e me destino aos teus beijos
que farejo no halito úmido da noite
da louca madrugada da lua cheia dos amantes
do amor sem pressa
6.2.14
Quinta
Me derramo
sou cores sem graça sobre o sofá da sala
desejo que grita pelo umbigo
Tu és o bisturi que me talha a pele
a saudade, a falta, a dor
é areia em meus olhos
28.1.14
será
arrumei a casa
não há mais o pó da melancolia
nos ombros do sufoco
não me lembro de nada
e não carrego mais na garganta aquele nó
mas sempre um será na ponta da língua
será?
23.1.14
Assinar:
Postagens (Atom)













